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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Hora de agradecer

Queridas Leitoras e Queridos Leitores,


muito obrigada pela presença aqui em nosso canto neste ano de 2016, que agora está chegando ao final.  Até o dia de hoje foram 52.140 visualizações nas diversas postagens. Uau!

Neste ano, após longa pausa, voltamos ao ritmo normal de publicações. Todas as quartas-feiras tentamos trazer a quem nos acompanha um novo causo, um novo conto, uma nova história e, sempre, boas energias. 

Voltaremos a publicar todas a quartas a partir do mês de janeiro de 2017, se Deus nos permitir. Temos algumas coisas já preparadas, mas há ainda bastante espaço para boas surpresas. Assim sendo, não façamos tantos planos, vivamos simplesmente o melhor que pudermos um dia de cada vez. 

Agradecemos muito a presença, o carinho e eventuais comentários. Também as críticas são sempre bem-vindas, em suma: somos gratas por sua participação! 

Desejamos a quem prestigia nosso blog uma entrada de ano tranqüila, serenidade e energia para viver o que nos trouxer o novo ano. 

Boas Festas!

Com gratidão e carinho,
Helena e Michele

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Nós e a Campina, a Campina e nós



Por Helena Frenzel


Parece que foi ontem, ontem mesmo, quando tivemos notícias do sumiço da Ritinha. Pra ser mais exata, foi no dia 20 de agosto de 2012, há quatro anos. A Ritinha, se você não sabe, sumiu depois de ter passado uma noite dançando com um moço bonito em plena Quaresma. É que confundiram as datas numa troca e extravio de cartas, uma confusão do demo! Deus que me perdoe, melhor nem falar no catingoso, pois vai que acontece comigo o mesmo que se deu com o Laudemir, que encontrou pelo caminho um féretro fantasma. Credo em cruz!

E passado esse susto me refresquei sabendo do caso da Dona Lucia, a morta "quente" que o Barbeiro e o Padre Dimas… Ah, esses dois!, que também andaram investigando as misteriosas badaladas que assombraram a Campina da Cascavel. Mas agora já sabemos que a Lucia foi o amor de muitos e, pelo visto, não foi de ninguém. E ao longo desses quatro anos tivemos a felicidade de ir vendo nascer e crescer tantas histórias e personagens como o Tio Antero com seu ouro no rio, os infartados Alcides, Angelin e Romeu, por quem ainda hoje a Dona Isabelita chora, e chora de se contorcer. 

Neste meio tempo vimos nascer e crescer também nosso jornal, e foram oito números, oito números especiais com contos da Campina, contos de Fufu Lalau e textos de convidados. Quem sabe um dia… Ai, meu Padin Cisso, quem sabe um dia eu consiga continuar com o jornal… Vontade não falta, mas tempo... 

Sim, mas voltemos à Campina: tantos dilúvios, sumiços, chuvas de sapos,  pragas de piolhos, ET’s amantes de milho, mulheres resolutas e maridos abandonados. E o bígamo? O bígamo naufragado… Dona Silvia fez muito bem! E eis que à boca pequena ficamos sabendo do encontro que a Dona Maria teve e fez de tudo para esconder, mas na Campina nada se esconde, até o capim fala! 

E foi também quando soubemos do Firmino e de sua previsão para o fim do mundo. É que os Maias haviam dito (assim contaram) que a Terra iria para as cucuias em 2012. Já estávamos em 2013 e nada do mundo se acabar, como já estamos em 2016 e… Bem, melhor nem falar, já que tem uns ditadores lá pela Ásia louquinhos para transformarem o planeta numa nuvem de pó só, o que já fomos todos um dia aliás… 

E 2013 seguiu na Campina com a procissão dos vivos e um tapete de Corpus Christi especialmente para saudar o bispo, e que bispo! Cruz credo! Dizem as más línguas que era um bispo que já estava morto há mais de cem anos. Será? Há fotos que comprovam. Seguimos o ano com outro desaparecimento misterioso: dessa vez o da Dona Lurdes, e o marido que nunca se consolou. E foi quando o Amâncio presenciou uma reunião de caboclos, todos rebeldes e mortos em pelejas do passado. Aí eu me encrespei e vi outros personagens chegaram:  Olavo e o Compadre Rui, mostrando que é na bodega que nasce um bom causo. E como nasce! A Dona Edite, casada com o tal do Victor Hugo, um causo mais que cabeludo! Hisurto! Tô pra ver! 

Daí eu soube do causo do Cristóvão e de suas alucinações. Tinha a ver com as rosas que o Coronel Eusébio conservava da Dona Adelaide, e o caso é tão sensível e insólito que não posso reproduzir sem me emocionar, você tem que ler sozinho ou sozinha, com esses olhos que a Terra há de "jantar", como aquele que a Isabel preparou esperando pelo noivo e aquele da família pioneira, que revelou o genro preferido da "mamma" e o segredo do seu tempero excepcional. E muitos jantares mais se seguiram, picantes revelações! Mas quase me mordi de medo foi ao lembrar do causo do homem misterioso que sempre aparecia na casa que um dia foi do Angelin, aquele jagunço… 

Mas o grande mistério do nosso blog está na história da Mariana e do Antônio, daquela noite de núpcias que, estranhamente, é um dos textos mais acessados de todo o blog. Juro que me mordo de curiosidade pra saber o motivo. Tenho uma hipótese, e ela tem a ver com nome do site. Acho que as pessoas acessam pensando achar um tipo de "sem vergonhice", e quando descobrem que "perder a vergonha" não tem nada de "safado", aí já é tarde!… Bom, se elas voltam a nos visitar, disso eu não sei, só sei que somos gratas por todas as visualizações! E que ao longo desses 4 anos já passaram das 31.514!

Emocionante é a história do velhinho que esquece de muitas coisas, mas não esquece do que viu nas guerras. E não podemos esquecer do Licurgo, aquele eterno jovem ancião, o mais enxuto do mundo! Vimos outros desesperados, como a Neusa e seu marido, e o primeiro delegado viver e morrer. E se não fosse o primeiro delegado, o Ubaldo teria até matado aquele sujeito que "amassou" a sua filha no sofá, a que se tornou mãe do Angelin. Ah, o Angelin, aquele jagunço...   

A Campina é um lugar em que aparece de tudo, até mesmo uns espertos comerciantes, e foi por aí que o Tabelião abriu o olho com o Humberto e a Lizandra, que se foram felizes contando a dinheirama. E foi quando o Nino quase matou o Padre Dimas, que só não morreu porque… bom, não era chegada ainda a sua hora, como descobrimos depois, e ele sobreviveu a todas as tentativas, ainda porque as gentes só morrem na hora que têm mesmo que morrer e isso vale também para gentes-personagens.

E as visitas das almas penadas nunca deixaram de ocorrer, como daquela vez que a Emma, uma morta, voltou pra pedir ao Padre Dimas uma missa de sétimo dia não sei pra quem que também já havia passado. Credo em cruz! E com a morte do Tarcisio fomos saber como o delegado, o primeiro, tomou em quartas núpcias a Dona Celina e então tivemos um dia festivo: 28 de outubro de 2013 saiu o primeiro volume dos contos e causos da Campina em e-book.

Outros personagens inesquecíveis são a Asdvencia Emilia, uma benzedeira e tanto, sábia por demais. Daí teve o causo da malhação do Judas, que foi a última daquela vez, não fosse a ação do delegado antigo, que ainda não era o Jurandir. Foi quando se soube do Coveiro e da despedida do Sargento. E também de Benvindo de Pato Branco, que saiu pra comprar cigarros e … nos deu a idéia pra um novo e-book! 

Fechamos então 2013 com o natal do Coronel Vitorio e o sumiço do Papai Noel. Começa novo ano e conhecemos Juvenal e Iracema, Coronel Passos Maia, o Aldir e seu bugreiro, o Inácio e Dona Luísa, e o livro misterioso, a carta da Alana, que em tempos de guerra trouxe o Mello para casa. O causo do cavaleiro, que a Dona Jovilde e o seu Alencar viram chegando, foi quando setembro sumiu. A morte do delegado e a vinda do comissário do governo, que pouco durou na Campina. A Karina e o Leandro, e o copo premonitório. E o marido da Salete, outro que desapareceu. 

A esta altura Frei Leonardo já havia chegado e o Tabelião entrou na cidade com o primeiro automóvel da Campina. Ainda deu tempo para o Wilson e seu compadre divorciado e para o triste caboclo João nos contarem das suas, e houve espaço para a ironia com as cartas do Percival e outras donzelas. Mais um causo de Quaresma, só que agora com o Adriano e das coisas estranhas, como o que aconteceu no casamento do Osório com a Donana.

Se, para mim, um número mágico é o 15, para o povo da Campina deve ser o 16… e o que acontece nos dias com este número está por aqui, tudo registrado!

Das aventuras do delegado Jurandir, o novo delegado, desse eu nem conto, pois daí todos já sabemos o que aconteceu, e tudo está nos diários do Padre Dimas, que Frei Leonardo leu e releu.

Fato é que foram quatro anos na companhia de histórias e personagens vivos e interessantes. E teve de tudo: riso, informação, choro, assombro, chegadas e despedidas. E por todo esse tempo e personagens escrevi este texto para agradecer à minha querida comadre Michele a parceria e a generosidade de compartilhar estes „causos“ também neste espaço. 

Parabéns, comadre Michele! Parabéns, Campina da Cascavel!
Se tivesse sido planejado, nada teria dado certo, nem teria sido tão bom.

E que venham novos causos, contos, crônicas e coisas do tipo! Sigamos então!





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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Saiu para comprar cigarros - agora em ebook!


Os contos da rodada do cigarro num só volume, para baixar e 'tragar' com gosto. 




Em tempo: Causos da Campina - Volume I , baixe aqui.






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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Um cordel para o Natal

O cordel é uma das manifestações mais ricas da cultura popular brasileira, muito difundido no Nordeste do país. Em junho de 2013 recebemos este texto do leitor e colega Jajá de Guaraciaba, e só agora publicamos para fechar o ano com um natal especial, bem brasileiro, natal no ritmo do cordel. 

Obrigada, Jajá, por deixar nosso espaço mais bonito com a sua participação, e a nossos leitores: gratas pela valiosa companhia.

Boas Festas!

Helena e Michele.

As donas do blogue :-)


*  *  * 

CORDEL: PEDRO/NATAL
(Por Jajá de Guaraciaba)

O Natal está chegando
Vamos "acender a luz"
Todo mundo esperando
O aniversário de Jesus.

Vamos ter nesta ceia
Muito que comemorar
Colocar na árvore a meia
Para os presentes ganhar.

Vamos evitar neste dia
De fazer qualquer tumulto
A nossa grande alegria:
É brincar de amigo oculto.

Comer peru assado,
Farofa, bolo e pastel,
Beber champanhe rosado
E cantar o “Jingle Bells”.

Todo o Natal tem história
Hoje vou contar a do Pedro
Que teve uma grande vitória
 Por que não teve medo.

Ele não tinha um bom curso
Mas queria um presente
Participou de um concurso
E ficou muito contente.

No concurso respondeu
De modo humilde e nobre
Vou ganhar um “play station seu”
Decerto por que eu sou pobre.

Devido à simplicidade
De aquele ser pequenino
O locutor do concurso
Teve muita dó do menino.

Quando acabou a concorrência
 Grande surpresa reluz!
O locutor por excelência
Era o querido Jesus.

Pedro ficou numa “boa”
Com seu presente nas mãos
O Natal une as pessoas
 Tornando todos, irmãos.

Deixo aqui; bem feliz
Pra todos, este cordel
E que estes versos que fiz
Levem o mundo inteiro pro céu.


Jajá nasceu em Guaraciaba - MG. Gosta de ler, escrever contos, crônicas e poesias. Participou de várias antologias, inclusive do Mapa Cultural Paulista edição 2009/2010 com a crônica "Presente de Natal". Reside com a família: esposa Cecília e Anderson, filho especial, em Pilar do Sul - SP.










Nota: Este texto nos foi enviado para publicação pelo(a) próprio(a) autor(a), sendo aqui reproduzido conforme o original recebido. É de autoria e inteira responsabilidade do(a) autor(a), que detém sobre o mesmo todos os direitos autorais. Este texto não representa, necessariamente, a opinião das editoras e de outros autores deste site. 


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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O Causo do Livro

Por Helena Frenzel

Uns causos começam na bodega, já outros nascem na Enternete. E esse causo se deu nem faz muito tempo atrás e foi lá, onde a Campina se encontra com Fufu Lalau, bem na Foz.

Pois duas comadre cheia de causos se congregaram e resolveram, com muito gosto até, criar um tal de blogue; um espaço, dizendo elas, pra contar contos e causos tanto da Campina quanto de Fufu Lalau, lugar que, pra quem não sabe, se avizinha a Mato Dentro, ali: na curva da direita à esquerda de quem vai pelo meio.

O blogue foi tomando corpo despudoramente porque as pessoas foram perdendo a vergonha de contar seus causos fictícios, e foi uma alegria só. Motivada pela semvergonhice narrativa, uma das comadres, a mais desocupada delas— só pode ser — , teve a idéia de juntar as histórias do blogue num livro que nem num é de papel, é de bitos, ou de baites, um tal de livro digital. Onde será que já se viu isso, Sô? Livro que não se pode rasgar e pode até ter cheiro, mas que não é de papel, mas é um meio, sabe, como qualquer outro e é um meio rápido, e mais em conta até, de levar os causos para quem gosta de histórias, e essa será sempre a grande razão.

Pois que o primeiro livro da Campina, pelas voltas que o mundo deu e continua dando, e pelos mistérios que só lá se explicam somente agora pôde sair, quentinho e cheirando a novo, livro gostoso de ler.


E este causo é para que o leitor fique sabendo que o e-livro já está lá no Quintextos, disponível para baixar, no meio de outros. Pois passe lá pra tomar um traguinho, quem sabe até um café com broa de milho, e não se esqueça de levar o seu exemplar, ler e distribuir por aí. É de graça, vice? E é mió do que muitos desses que tem por aí pra vender. Eu garanto, ora se não?!





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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Alteração no ritmo das postagens


Amigos Leitores,

A partir deste mês de setembro voltamos ao ritmo de uma postagem semanal, às terças-feiras, não mais às segundas e quintas como vínhamos praticando até então, e o jornalzinho passará a ser publicado com periodicidade trimestral. Continuamos recebendo com alegria textos de leitores e colegas escritores a qualquer tempo, para esse fim há um formulário em nosso blog. Agradecemos a compreensão e nos alegramos imensamente por sua companhia e atenção.

Atenciosamente,

Helena e Michele
As donas do Blog :-)


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Feliz Aniversário Atrasado


O corre-corre do dia-a-dia nos fez esquecer que no dia 20 de agosto de 2012 pusemos nossa primeira postagem no ar, ou seja: o Sem Vergonha de Contar completou já o seu primeiro aninho, e sem direito a bolo porque as mamães aqui esqueceram de marcar em seus calendários esta data especial, mas não tem nada não, o importante é lembrar e acabamos de fazer isso aproveitando o ensejo para agradecer a todos aqueles que nos honraram com seus textos, leituras, ‘curtidas’, comentários e visitas, que tornaram, neste primeiro ano, nosso canto para causos e contos um lugar mais aconchegante e especial. Parabéns a todos nós. A sua atenção é nosso melhor presente. Valeu!

Muito agradecidas,

Helena e Michele.

P.S.: o causo de hoje será publicado amanhã, antes do pôr do sol na Terra Brasilis. O SVC NR 8 de setembro já está à sua disposição. Baixe aqui. Até!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Agosto, no SVC


A você que prestigia nosso Blog, muito gratas pela companhia. 

Iniciamos agosto com uma seleção especial de textos no SVC NR 7, já pronto para baixar. 

E este mês é dos convidados, pessoas que nos honram com suas participações aqui no Blog. Prestigie. 

Voltamos em setembro com nossas próprias publicações.

Em tempo: baixe também o SVC NR 6, dedicado aos PEQUENOS ESCRITORES DA CANASTRA e ajude a espalhar a sementinha por todo o Brasil.

Grande abraço,

Helena e Michele.



Observação: veja todas os números do SVC no Quintextos.